18 abril 2013
Motivos pelos quais a separação deve estar para breve
Ele, a pegar numa das minhas mini-saias com um ar desconfiado: "Isto serve-te?"
07 abril 2013
Alvalade é tão bom
nós as duas a conversar animadamente no café
senhor com idade para ser nosso pai aproxima-se de copo na mão: "Desculpem incomodar, mas é que estão ali a queixar-se de que vocês já estão aqui há muito tempo só com um café..."
ela: "Ah... Mas queria ocupar a mesa, era?" (olha em volta com ar confuso para as várias mesas vazias ao nosso lado)
ele: "Não não... Queria mesmo era pagar-vos uma bebida!"
eu: ...
ela: "Deixe estar, já estávamos de saída."
senhor com idade para ser nosso pai aproxima-se de copo na mão: "Desculpem incomodar, mas é que estão ali a queixar-se de que vocês já estão aqui há muito tempo só com um café..."
ela: "Ah... Mas queria ocupar a mesa, era?" (olha em volta com ar confuso para as várias mesas vazias ao nosso lado)
ele: "Não não... Queria mesmo era pagar-vos uma bebida!"
eu: ...
ela: "Deixe estar, já estávamos de saída."
03 abril 2013
Deus e outras coisas
Provavelmente devido ao "ambiente" geral da passada semana, dei por mim a reflectir intensamente sobre a temática católica. Não fui criada num lar propriamente religioso, mas por diversos motivos acabei por decidir baptizar-me com 17 anos. Apesar disso, e por decisão consciente, não entro numa igreja com outro propósito além do turístico há 6 anos. Este paradoxo só prova que este é um tema que me é tão querido quanto temido - e ter finalmente tirado algum tempo da minha vida para reflectir sobre isso foi abrir a caixa de Pandora.
Mas enquanto chego e não chego a uma conclusão, recomendaram-me este vídeo. Trata-se do Ricardo Araújo Pereira a falar numa conferência na capela do Rato sobre a questão de Deus, a sua experiência pessoal enquanto ateu, e da relação da religião católica com o riso.
São três vídeos, este é só o primeiro. Mas já se sabendo que o Ricardo Araújo Pereira é um génio humorístico precisamente pela inteligência e conhecimento com que fala dos temas que aborda, vale mesmo a pena ver.
Mas enquanto chego e não chego a uma conclusão, recomendaram-me este vídeo. Trata-se do Ricardo Araújo Pereira a falar numa conferência na capela do Rato sobre a questão de Deus, a sua experiência pessoal enquanto ateu, e da relação da religião católica com o riso.
São três vídeos, este é só o primeiro. Mas já se sabendo que o Ricardo Araújo Pereira é um génio humorístico precisamente pela inteligência e conhecimento com que fala dos temas que aborda, vale mesmo a pena ver.
01 abril 2013
Sem querer dei de caras com este post em rascunho, nunca publicado não sei porquê. Fevereiro 2011
Quem vê o vídeo sabe mais ou menos o que pareceu. Quem assistiu ao vivo sabe a que soou na realidade. Mas só quem participou sabe o que foi. Arrepio na espinha por assistir ao vivo e a cores à prova da evolução musical de cada um daqueles a que posso hoje orgulhosamente chamar Amigos. Engolir em seco para não chorar de emoção no palco. Sentir um orgulho avassalador por todo o trabalho árduo culminar neste concerto - não só por ser n' A Escola, mas por nos ter sido dada "carta branca" para fazermos o que quiséssemos enquanto grupo instrumental. Ao fim de não sei quantos anos de trabalho, fazer um concerto a que os professores e directores da nossa escola assistem e que os faz dizer-nos que temos qualidade suficiente para ter "carta branca" e assim fazermos o que quisermos no concerto de encerramento da temporada... e saber que esse vai ser o meu último concerto enquanto aluna oficial do Instituto Gregoriano de Lisboa... e depois saber que correu como correu... É um enorme "...and they lived happily ever after".
Acho que das coisas mais positivas que Erasmus tem é que se passa a ver tudo sob outra perspectiva. Sem as correrias do dia-a-dia, sem os ensaios, sem as reuniões e praticamente sem aulas temos tempo para olhar para dentro e fazer balanços, balanços não planeados de todos os aspectos da vida. O que significou aquilo, o que mudou, o que se manteve. O que se quer a seguir. A família. Os amigos. Os amores assolapados, as paixões platónicas. O que ficou por dizer. O que se quer fazer quando se voltar.
O porquê de muitas coisas volta, e a vida parece que se endireita atrás de nós.
Sem querer agoirar, acho que se morresse agora morria feliz. Não por ter atingido tudo o que quero na vida (que eu defendo que quando se atinge tudo o que se quer na vida é sinal de que se perderam os objectivos) mas porque cheguei a uma fase em que atingi uma tranquilidade de que só se sabe que se precisa quando se atinge. Disse-me um amigo quando me viu agora em Dezembro que lhe pareço "mais mulher". Fiquei a pensar no significado da expressão (isso é outra coisa que acontece quando se cresce - pensa-se demasiado). Não era certamente pela forma como me viu vestida (quanto muito seria o contrário), tinha de ser pela minha forma de estar. Estou mais calma. Estou tranquilamente em paz, porque inconscientemente e sem o planear de repente tive tempo para me resolver a mim própria, para cortar caudas penduradas do passado.
Uma vez um senhor mais velho, sabendo que eu estudava música, perguntou-me qual era o meu compositor favorito. Apesar de achar uma pergunta perfeitamente sádica (é como perguntar a uma criança se gosta mais do pai ou da mãe) respondi automaticamente "Tchaikovsky". E ele esboçou um meio sorriso e respondeu-me, com a calma das pessoas adultas: "Quando eu era mais novo também costumava dizer que era Tchaikovsky... Agora prefiro Bach." E a tranquilidade assegurada na resposta dele deixou-me a pensar... Será que à medida que crescemos vamos ganhando uma segurança nas coisas que são realmente importantes - uma segurança que nos permite escolher passar mais tempo em casa do que a explorar o mundo, que nos faça escolher um calmo e seguro Bach em oposição a um emocional e inquieto Tchaikovsky?
Deve ser isso - tem de ser isso. As pessoas associam a inquietude às crianças e a calma aos adultos. O problema é que eu nunca achei que os "adultos" (na concepção infantil da palavra) fossem calmos - acho-os chatos. Não arriscam, não cometem erros, não se deixam levar. Eu não quero ser isso. Sempre prometi a mim mesma que ia ser uma adulta "fixe". Que nunca ia deixar de fazer o que me apetecia só porque alguém me dizia que "tem de ser", porque "parece mal". E agora que dei por mim "mais mulher" tenho medo de me deixar levar no entorpecimento dos que já são "demasiado velhos para essas coisas".
No fundo acho que há que assumir o crescimento e aproveitá-lo para tomar decisões mais acertadas no futuro. Mas isso não quer dizer que se deixe de arriscar.
28 março 2013
Se isto fosse nos EUA a minha mãe já tinha sido presa
Depois do clássico "Estás demasiado gorda para ter filhos" - frase que eu já podia ter tatuado dadas as vezes que já me foi dita - a minha mãe acabou de me dizer que eu quando voltei de Erasmus estava tão gorda que parecia a Adele.
Amor de mãe <3
19 março 2013
Aqueles dois momentos da manhã duma pessoa
O momento em que uma pessoa vai a acelerar até ao local da reunião, estaciona o carro longe para burro, faz o percurso até ao edifício a correr em saltos altos debaixo de chuva, chega ao edifício ensopada, mas consegue estar a bater à porta do gabinete às 10h em ponto, a hora combinada.
E depois aquele outro momento em que o gabinete está vazio, se pergunta pela pessoa em causa e lhe respondem: "Ah, só vem lá para as 11h, 11h30..."
E a pessoa, com o seu ar de cachorrinho ensopado, contesta incrédula: "Mas ela tinha-me dito que estava cá às 10h..."
Ao que lhe respondem, a rir sadicamente: "Ah ah ah ah... Isso é o que ela diz."
E depois aquele outro momento em que o gabinete está vazio, se pergunta pela pessoa em causa e lhe respondem: "Ah, só vem lá para as 11h, 11h30..."
E a pessoa, com o seu ar de cachorrinho ensopado, contesta incrédula: "Mas ela tinha-me dito que estava cá às 10h..."
Ao que lhe respondem, a rir sadicamente: "Ah ah ah ah... Isso é o que ela diz."
16 março 2013
A minha dúvida é
se 2012 teve You Can't Win, Charlie Brown no São Jorge, António Zambujo na Gulbenkian e Ornatos Violeta no Coliseu, como é que 2013 vai superar isto?
14 março 2013
IMC
Não vou apresentar o conceito, vou deixar que (a autora d')o conceito se apresente. Digo-vos só que foi uma novidade que me soube pela vida, não só pela ligação emocional que tenho com as pessoas que o desenvolveram, mas também pela frescura e honestidade dos conteúdos. A IMC tornou-se hoje em dia num dos guias da minha vida socio-cultural. (pfff, como se eu tivesse uma...)
IMC - Índice de Massa Cultural
"Numa sociedade em que o fast food cultural impera, impõe-se a necessidade de voltar às raízes. Esta
revista online surge no seguimento dessa ideia, tentando revitalizar a
cultura portuguesa, ou por outra, a sua divulgação. Desde que me lembro
que gosto de música e cinema, tendo outras actividades culturais
aparecido na minha vida com o passar dos anos. Embora não tenha dado a
volta ao mundo como gostaria (quem não queria?), em parte por culpa dos
mal fadados números do Euromilhões que insistem em estar sempre ao lado,
já tive oportunidade de conhecer outros países e outras culturas e, se
aos 23 anos, considero que Portugal é um dos países mais ricos nesta
área, o que dirão as pessoas que andam por cá há mais tempo?
O problema
não é a falta de cultura portuguesa, é a falta da sua divulgação e
consequentemente, a não valorização da mesma. Quem diz cultura, diz
pessoas. Cada vez vivemos mais fechados nas nossas rotinas e preocupados
com os nossos problemas. Não querendo de todo desvalorizar a actual
situação de Portugal, o país já passou por piores ocasiões, os nossos
pais, os pais deles e assim sucessivamente não tiveram vidas fáceis e
sobreviveram. Noto uma enorme diferença entre a minha infância e os dias
de hoje, onde nem paramos para olhar para quem está ao nosso lado e,
cada vez mais com negras previsões com que pintam os nossos futuros,
esses simples gestos são e serão importantes. Decidi divulgar esta ideia
a amigos que sei que partilham da mesma opinião, e assim nasceu a IMC.
Não vos prometo que seremos a melhor revista do mundo, nem de longe a
mais profissional, até porque nenhum de nós é jornalista, mas tentaremos
afincadamente tornar este espaço um local de divulgação cultural e
social, para que saudavelmente o Índice de Massa Cultural possa atingir
níveis de obesidade mórbida!"
IMC - Índice de Massa Cultural
12 março 2013
A culpa é da Mega FM
Há bocado dei por mim a cantarolar uma música qualquer, e 30 segundos depois apercebi-me de que era Nicki Minaj.
O suicídio é a única saída. É uma questão de honra familiar.
28 fevereiro 2013
Ou eu sou de facto deficiente, ou o dia foi muito longo, ou o prémio era muito mau
Aquele momento em que recebo um e-mail de uma empresa parceira da associação com que trabalho a dizer-me que tinha ganho o sorteio em que participei, e eu não me consigo lembrar qual era o prémio.
24 fevereiro 2013
só porque hoje é noite de Óscares
e porque este é um ritual que dura cá em casa desde 2001, veremos que genérico se acrescenta a esta lista esta noite.








(roubado daqui)
(roubado daqui)
20 fevereiro 2013
19 fevereiro 2013
Um dia
vou escrever um livro sobre como atravessar a praça do Campo Pequeno sem cair nas emboscadas daqueles senhores chatos que pedem dinheiro para as criancinhas/velhinhos/doentinhos/outros inhos. Vai ser um best seller.
17 fevereiro 2013
S&M
"Eva Braun revelou nos seus diários que Hitler tinha comportamentos sexuais que revelavam tendências sadomasoquistas."
No shit, Sherlock. Não era preciso ter vindo a Berlim para saber que o Adolfo tinha um fraquinho por ver malta a sofrer.
No shit, Sherlock. Não era preciso ter vindo a Berlim para saber que o Adolfo tinha um fraquinho por ver malta a sofrer.
13 fevereiro 2013
Campo Pequeno
senhora do restaurante: "É só?"
eu: "Sim, obrigada."
senhora: "Aqui tem. Bom apetite!"
eu: "Igualmente!"
senhora: olha para mim indignada
eu: olho para o chão e viro costas lentamente
eu: "Sim, obrigada."
senhora: "Aqui tem. Bom apetite!"
eu: "Igualmente!"
senhora: olha para mim indignada
eu: olho para o chão e viro costas lentamente
12 fevereiro 2013
Porque não quero que vos falte nada
"Para sempre a frustração de não poder (d)escrever Lisboa. Este rio tem mais para oferecer do que os outros. Este céu tem mais promessas. Promessas de dias bonitos em que sentiremos que podemos dar-nos ao luxo de nos encostarmos num banco de jardim a ler o jornal enquanto vemos Lisboa passar, escorregar colina abaixo, com a calma da lava, num brilhante escuro mas não incandescente, diária, lenta e assertiva, como se soubesse que cada dia é mais um quotidiano que continua a contar."
[27 Set 2011 - Santa Luzia?]
[27 Set 2011 - Santa Luzia?]
28 junho 2012
31 maio 2012
Não escrevo nada há milénios porque estou em modo exames. Mas há sempre tempo para modo
Porque durante muitos anos me desviaram de Lisboa nestas datas, porque em 2009 finalmente percebi o que era Lisboa em Junho, porque o ano passado não estive cá com muita pena minha... Este ano é a valer. De alma e coração, com mais entusiasmo do que nunca. E começa hoje. Programação por dia/local aqui.
09 maio 2012
Sabes que estás a ficar velho quando...
...chegas à Feira do Livro e vais directo à zona lá de baixo, onde estão as barraquinhas dos livros técnicos/académicos, em vez de ires direito aos Uma Aventura e aos Bolinha.
16 abril 2012
Domingo
Parte boa de levar o violoncelo para o almoço de família: os meus priminhos ficaram histéricos e não descansaram enquanto não tocaram nas cordas todas, em cada fiozinho do arco e enquanto não me encheram as calças pretas de resina. Denoto ali grandes talentos musicais.
Parte má de levar o violoncelo para o almoço de família: "Toca aquela do 'ai se eu te pego'!"
Parte má de levar o violoncelo para o almoço de família: "Toca aquela do 'ai se eu te pego'!"
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