28 fevereiro 2013

Ou eu sou de facto deficiente, ou o dia foi muito longo, ou o prémio era muito mau

Aquele momento em que recebo um e-mail de uma empresa parceira da associação com que trabalho a dizer-me que tinha ganho o sorteio em que participei, e eu não me consigo lembrar qual era o prémio.

24 fevereiro 2013

só porque hoje é noite de Óscares

e porque este é um ritual que dura cá em casa desde 2001, veremos que genérico se acrescenta a esta lista esta noite.

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(roubado daqui)


19 fevereiro 2013

Um dia

vou escrever um livro sobre como atravessar a praça do Campo Pequeno sem cair nas emboscadas daqueles senhores chatos que pedem dinheiro para as criancinhas/velhinhos/doentinhos/outros inhos. Vai ser um best seller.

17 fevereiro 2013

S&M

"Eva Braun revelou nos seus diários que Hitler tinha comportamentos sexuais que revelavam tendências sadomasoquistas."

No shit, Sherlock. Não era preciso ter vindo a Berlim para saber que o Adolfo tinha um fraquinho por ver malta a sofrer.

13 fevereiro 2013

Campo Pequeno

senhora do restaurante: "É só?"
eu: "Sim, obrigada."
senhora: "Aqui tem. Bom apetite!"
eu: "Igualmente!"
senhora: olha para mim indignada
eu: olho para o chão e viro costas lentamente



12 fevereiro 2013

Porque não quero que vos falte nada

"Para sempre a frustração de não poder (d)escrever Lisboa. Este rio tem mais para oferecer do que os outros. Este céu tem mais promessas. Promessas de dias bonitos em que sentiremos que podemos dar-nos ao luxo de nos encostarmos num banco de jardim a ler o jornal enquanto vemos Lisboa passar, escorregar colina abaixo, com a calma da lava, num brilhante escuro mas não incandescente, diária, lenta e assertiva, como se soubesse que cada dia é mais um quotidiano que continua a contar."

[27 Set 2011 - Santa Luzia?]

28 junho 2012

31 maio 2012

Não escrevo nada há milénios porque estou em modo exames. Mas há sempre tempo para modo


Porque durante muitos anos me desviaram de Lisboa nestas datas, porque em 2009 finalmente percebi o que era Lisboa em Junho, porque o ano passado não estive cá com muita pena minha... Este ano é a valer. De alma e coração, com mais entusiasmo do que nunca. E começa hoje. Programação por dia/local aqui.

09 maio 2012

Sabes que estás a ficar velho quando...

...chegas à Feira do Livro e vais directo à zona lá de baixo, onde estão as barraquinhas dos livros técnicos/académicos, em vez de ires direito aos Uma Aventura e aos Bolinha.

16 abril 2012

Domingo

Parte boa de levar o violoncelo para o almoço de família: os meus priminhos ficaram histéricos e não descansaram enquanto não tocaram nas cordas todas, em cada fiozinho do arco e enquanto não me encheram as calças pretas de resina. Denoto ali grandes talentos musicais.

Parte má de levar o violoncelo para o almoço de família: "Toca aquela do 'ai se eu te pego'!"

14 abril 2012

Oh, honey...

Esta semana participei como cobaia no projecto de tese de mestrado duma miúda lá do ISPA. Envolveu encherem-me a cabeça e o peito de eléctrodos, fazerem-me um electrocardiograma e um electroencefalograma, e ainda tive de contar para trás, de 7 em 7, a partir de 15864. Peanuts.

Mas giro giro foi quando ela me disse: "Agora tente passar 5 minutos em repouso, sem pensar em absolutamente nada."

Ah ah.

5 minutos sem pensar em nada? Tão ingénua, que querida.

30 março 2012

Vou só ali à minha segunda cidade preferida da Europa.


5 ou 6 dias, mais coisa menos coisa. Até porque faz agora precisamente um ano que lá estive. Sou tão coisinha com datas, eu.

28 março 2012

0-1

Ouvir 50.000 pessoas aos berros é sempre impressionante. Mas impressionante impressionante é estar num Estádio com 50.000 pessoas e fazer-se silêncio total porque a equipa contrária marcou golo.

[pós-derrota, a lavar as mãos na casa de banho do Estádio. Para a amiga, em tom normal: "Bolas, esta água está mesmo gelada." Para a torneira, agora aos berros: "Não te chega já o balde de água fria que levei ali fora?!"]

26 março 2012

Não sei escrever engasgada.

Tanto medo, uma raiva miudinha, e tristeza, imensas saudades, o enjoo, demasiado chocolate, e italiano, na cabeça e na televisão, mais saudades, e um rastozinho de inveja inconfessável, e tanto medo, tanto tudo mas basicamente tanto medo, principalmente de nunca mais voltar a ser normal. Sinto falta do calmamente, do "cansada, calma e feliz". Um bocado farta, devo confessar, das cambalhotas, e apesar de "ser normal não ter piada", quero um dia de férias, por favor. Cansaço, íssimo íssimo, Álvaro, íssimo. Um bocado farta, repito. E o aperto na garganta? Não vai dar. Pois... Isto assim não vai dar.



(Mas pronto, pelo menos o Porto empatou.)

21 março 2012

Poesia

Admito que este post foi motivado pelo facto de hoje ser Dia Mundial da Poesia. Não que eu tenha por hábito celebrar o Dia Mundial da Poesia -na realidade nem sequer sabia que se celebrava tal coisa- mas pelos vistos tenho amigos (facebookianos, claro) bastante exaustivos nessa matéria.

Confesso que odeio que me enviem vídeos. Não tenho pachorra, não vejo, não abro sequer, quero lá saber de gatinhos fofinhos ou de bebés engraçados ou de paisagens incríveis não sei de onde. Não tenho tempo nem paciência. E por isso peço desde já desculpa pelo parágrafo que se segue, mas penso que desta vez o meu ódio por vídeos terá de ser suplantado pela minha certeza de que este é um caso de serviço público.

Eu explico o conceito: duas irmãs portuguesas, a São e a Linda, emigrantes em Toronto, Canadá, que se juntaram e fizeram uma banda, que baptizaram -para bem da minha alma- de "Duo São Lindas". Já até aqui, tão bom.

E depois vem o single: "Poesia". Não sei se é da letra (profunda, profunda), dos visuais John-Lennon-meets-the-80's, da coreografia de ir às lágrimas, das bailarinas (atentem na loira, está SEMPRE descoordenada) ou da iluminação e actores de nível de filme porno série Z, mas este é dos poucos que peço que vejam. A sério. Por favor.

Senhoras e senhoras, o Duo São Lindas.

Pronto, chegou o dia.

Eu sabia que este dia ia chegar, mas nunca pensei que fosse ser tão óbvio. Que me afectasse tanto. Que me deixasse assim, à beira do desespero, com ainda tanto por fazer mas com tão pouca esperança na vida que ainda me resta.

Aquele bocado de cabelo que me raparam quando fui operada à cabeça em Novembro já cresceu, e cresceu o suficiente para agora ser um tufozinho de cabelo com vida própria, pequeno o suficiente para ser absolutamente ridículo, grande o suficiente para ficar ali espetado à vista de toda a gente quando faço um rabo de cavalo.

Porquê, senhor? Porquê? Devo eu passar por estes martírios para alcançar o reino da salvação eterna?

Oh, caraças.

15 março 2012

Muito certo ou muito errado

Aquele momento em que os teus amigos Erasmus te dizem que te vêm visitar, e a primeira coisa que fazes é verificar se há jogos do Benfica nessas datas.

13 março 2012

E só porque este é o post nº 100...

(...ou então porque é uma completa coincidência...)

...normalmente as pessoas perguntam coisas do género "Onde é que te imaginas daqui a 5 anos?" ou "Daqui a 10 anos onde é que queres estar?". No outro dia sugeriram-me a cena ao contrário: "Há 5 anos atrás como é que imaginavas que ias estar agora?" - o que, como todas as coisas que são feitas ao contrário, é muito mais divertido.

Onde é que eu estava há 5 anos atrás? Ui. A acabar o 12º ano. Sem dramas, sem loucuras, sem (muitas) dúvidas, modo tranquilo-meu-puto-sabes-tão-bem.

5 anos depois estou num sítio (pessoal e emocionalmente falando) muito diferente daquele em que achava que ia estar. Mas isso é bom! E nunca pensei. Nunca pensei mesmo. Hoje em dia -e já depois de muitas voltas- o objectivo tem sido acordar a cada dia e poder dizer "Se morrer hoje morro orgulhosa do que lutei por alcançar, e não fica nada por dizer que podia ter sido dito nem nada por fazer que podia ter sido feito". Agora modo all in. E so far, so good. E isso é bom. :)



[Eu sei, é um post extremamente homossexual. Mas pensem lá onde é que se viam há 5 anos e digam-me qualquer coisa, para eu ver se tenho razão.

Bitch please.

Eu tenho sempre razão.]

06 março 2012

Acho que vou deixar de ter amigos

a partir do momento em que agora sempre que me perguntam "Então, que tal o dia hoje?" eu só posso responder coisas do género "Foi fixe, hoje em laboratório abrimos um peixe ao meio enquanto ele ainda estava vivo, vimos o coração dele a bater, e enquanto ele se esvaía em sangue enfiámos-lhe uma agulha na aorta e injectámos um líquido que vai tornar o cérebro menos gelatinoso, para que o possamos cortar às fatias. Mas isso das fatias é só para a semana, que hoje já não tivemos tempo."